Mjiba – as jovens revolucionárias e seus pretextos de mulheres negras

Segundo Grossberg (1992), “os grupos dominantes usam a cultura para organizar a população”. Nesse sentido, pode-se então fazer uma ponte entre quem produz e consome conhecimento e arte no Brasil, principalmente a literatura, acessível na maioria das vezes aos mais escolarizados, o que restringe grande parte da população que permanece analfabeta. Foi pensando nisso que Sérgio Vaz criou o Sarau da Cooperifa, um sarau de poesia na periferia paulistana. O sarau, onde qualquer um é poeta, é uma maneira de levar a arte aos habitantes das comunidades e de despertar o desejo de aprendizado e conhecimento em todos os frequentadores. Durante os anos do Sarau, vários escritores publicaram, no entanto, um grupo ficou na retaguarda: as mulheres negras, tão presentes no Sarau, raramente publicam, e, segundo Lucía Tenina (2015), são na maioria das vezes coadjuvantes, primeiras-damas ou musas. Continuar lendo “Mjiba – as jovens revolucionárias e seus pretextos de mulheres negras”

Anúncios