marginal MENTE

“Se a história é nossa, deixa que nóis escreve, iscrevi,
escreve, excreve, escrevi, isvrevi, screv, escréwe…”  INQUÉRITO citado por C. O hip-hop está morto, p. 6-7.

 

Em 2014, Olivia Cole, uma escritora e blogueira – e branca – disse que estava cansada de ver gente branca no cinema. É claro que ela não quis sugerir a supremacia de minorias éticas em todas as manifestações artísticas, até porque isso seria impossível numa sociedade veladamente/descaradamente racista. O que a autora problematizou foi o protagonismo branco no cinema estadunidense, como os diretores e produtores hollywoodianos fazem do branco rico (principalmente homem) o padrão e representante de uma comunidade particular, enquanto o seu coleguinha negro e/ou pobre é só isso mesmo, um coadjuvante ou protagonista estereotipado que provavelmente só aparece numas três ou quatro cenas, pra falar algo engraçado, ser o empregado 1 , 2,  3 , 4, 5, o escravo 1a, 1b, 2, 3, 4, 5, o exótico 1, 2, 3 e cumprir a cota. Acontece que, na vida real, pessoas não brancas são protagonistas de suas próprias vidas e querem, sim, se ver representadas com papéis que não reproduzam conceitos que as reduzam a estereótipos, que apenas servem pra propagar mais preconceito. Continuar lendo “marginal MENTE”

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